O Moto G85 ocupa um lugar estratégico no portfólio da Motorola: é o topo da linha G antes de entrar nos modelos Edge. Na faixa dos R$ 1.300 a R$ 1.500, ele compete diretamente com o Samsung Galaxy A55 e o Xiaomi Redmi Note 13 Pro. A grande aposta é a tela pOLED de 144Hz, que poucos intermediários oferecem nesse preço. Mas há um porém que divide opiniões: sem NFC.

Design e construção

O Moto G85 tem acabamento traseiro com textura vegana que lembra couro fosco. Na prática, não acumula impressões digitais e dá boa aderência na mão. O frame é de plástico, o que faz sentido no preço, mas parece um passo atrás frente a concorrentes que já usam policarbonato com reforço. O conjunto é levemente fino para um aparelho com bateria de 5.000 mAh, o que é positivo para o conforto no bolso.

A tela é o destaque real

O painel pOLED de 6,67" com resolução FHD+ e taxa de 144Hz é genuinamente bom. Os negros são profundos, as cores são saturadas sem exagero e a fluidez na rolagem é perceptível. Para assistir séries, ver fotos e usar redes sociais, a tela é um dos melhores da categoria. Em ambientes externos com sol, o brilho dá conta, mas não é o ponto mais forte.

Desempenho no dia a dia

O Snapdragon 4s Gen 2 com 8GB de RAM entrega o que a maioria dos usuários precisa: apps abrindo rápido, múltiplas abas abertas sem travar, redes sociais e streaming sem engasgos. Para jogos leves e intermediários como Free Fire e Asphalt, roda bem. Títulos mais pesados como Genshin Impact rodam em configurações médias com aquecimento moderado após sessões longas.

Câmera

A câmera principal de 50MP com OIS é o ponto mais forte do conjunto. Fotos durante o dia ficam nítidas, com boa reprodução de cores e detalhe satisfatório. O OIS ajuda bastante em fotos noturnas e em movimento. A câmera ultrawide de 8MP, porém, deixa claro que houve corte de custo: as fotos têm menos detalhe, distorção nas bordas e desempenho fraco com pouca luz. Nos selfies de 16MP, o resultado é competente para redes sociais.

Bateria

A bateria de 5.000 mAh é folgada. Em uso moderado (redes sociais, mensagens, navegação e algum streaming), dois dias sem carregar são possíveis. Em uso intenso com a tela em 144Hz o tempo cai, mas ainda passa o dia confortavelmente. O carregamento TurboPower de 33W leva de 0 a 100% em torno de uma hora, o que é razoável para o segmento.

A ausência de NFC

É o ponto mais polêmico. Em 2026, não ter NFC significa não conseguir pagar com o celular aproximando no maquininha, algo que já é hábito para muitos brasileiros. A Motorola optou por não incluir o recurso neste modelo para diferenciar da linha Edge. Se pagamento por aproximação é essencial para você, o Galaxy A55 ou o Moto Edge 50 Neo são alternativas diretas com NFC.

Vale um Bom Trocado?

O Moto G85 entrega uma tela excelente, câmera principal competente e bateria de sobra em um preço acessível. Para quem não usa NFC e não precisa de 5G, é um dos melhores custo-benefício do segmento intermediário em 2026. A Motorola acerta no software limpo e nas atualizações garantidas. Se você pode pagar um pouco mais e quer NFC, vale considerar o Moto Edge 50 Neo. Mas se a prioridade é tela bonita e autonomia, o G85 entrega com folga.